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08/08/2018

Prefeitura nega espaço para construção da Cidade do Samba 2

Escolas desabrigadas já faziam uso do terreno na Avenida Brasil | Foto: O Globo

A prefeitura do Rio de Janeiro negou a cessão do espaço solicitado pela Lierj para a construção da Cidade do Samba 2. O terreno que abrigaria as escolas da Série A fica na Avenida Brasil. A Rio Tur prometeu ajudar as agremiações que vem sendo despejadas de seus barracões na Zona Portuária da cidade. Nos próximos dias um documento será encaminhado à prefeitura verificando a disponibilidade de um outro terreno, este na Avenida Presidente Vargas, para abrigar as agremiações que já se encontram sem barracão. Confira na íntegra a nota divulgada pela Lierj:

Nota oficial - caso envolvendo barracões da Série A recebe novo revés

O presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Renato Thor, esteve reunido novamente nesta semana com o presidente da Riotur, Marcelo Alves, para cobrar uma posição da entidade no caso envolvendo os barracões das escolas de samba da Série A, uma vez que já havia passado três meses desde a solicitação de um terreno na Avenida Brasil sem que qualquer retorno concreto fosse efetivado.

Apesar do longo tempo decorrido, da Lierj reunir todos os documentos necessários e responder com agilidade as solicitações recebidas, a Prefeitura negou a cessão do espaço, onde existia a promessa de construção de uma futura Cidade do Samba 2. Uma das agremiações desabrigada, inclusive, já havia levado as alegorias para lá, na esperança da palavra do poder público ser honrada e poder, finalmente, começar a trabalhar.

Ainda durante o encontro, a Riotur prometeu, agora, verificar junto à Prefeitura a disponibilidade de outro terreno, desta vez na Avenida Presidente Vargas, para abrigar as agremiações que estão sem local para construir o Carnaval. Embora tenha ciência da gravidade do problema, porém, não foi dado um prazo para o caso ser solucionado e nem fornecido um plano alternativo para que as agremiações pudessem, ao menos, iniciar as atividades visando o Carnaval de 2019.

Vale ressaltar, ainda, que os processos de despejo movidos pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (CDURP), um órgão municipal, vinculado à própria Prefeitura do Rio, seguem em curso. Ao todo, cinco escolas de samba da Série A já foram despejadas e outras três correm o mesmo risco de não ter um local para levar as alegorias e, muito menos, para desenvolver o desfile de 2019.

Em meio ao novo revés, a diretoria da Lierj se reuniu nesta terça-feira (7) com os presidentes das 13 agremiações para discutir medidas urgentes que possam ser tomadas, uma vez que o tempo vai passando, o Carnaval se aproximando e a situação ficando cada vez mais crítica. A Liga seguirá empenhada em encontrar, junto às escolas de samba, alternativas para que o impacto seja minimizado.

A Lierj reafirma o apoio às agremiações que, de forma digna e competente, não medem esforços para realizar trabalhos artísticos que movimentam comunidades carentes e divulgam o Rio de Janeiro para o mundo, fomentando a cultura e impulsionando o turismo, mesmo que, muitas vezes, não recebam a atenção merecida do poder público.

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