CONFIRA A SINOPSE DA TRADIÇÃO PARA O CARNAVAL 2019 - Portal do Samba

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29/08/2018

CONFIRA A SINOPSE DA TRADIÇÃO PARA O CARNAVAL 2019





SINOPSE

Enredo: "Gira, baiana. Salve as mães do samba!"
Minha mãe nasceu na Bahia. 
Terra de todos os Santos e São Salvador 
Vida sofrida, mas repleta de amor
Com seus quitutes alimentava quem mais precisava 
Era um canto de acalanto e muita dor
Mãe negra, pobre e de bom coração 
Saiu de sua terra por conta da exploração 
Emigração era a única solução 
Filhos de escravos não tem chance, não senhor!
Ou vai para a capital fazer faxina 
Ou morre de fome sem nenhum valor
Mãe baiana no Rio de Janeiro aportou
Capital da república 
Lugar de gente importante, patrão e feitor 
Mas não veio só 
Veio paramentada com o canto da senzala, o batuque da cozinha e o pano da Costa das yamis 
Nas casas simples do centro da cidade
Mãe preta fazia seu batuque para contemplar seus orixás 
Nós, netos de escravo, fazíamos samba para no rancho sambar
Antes era corso, depois cadência de rancho
Mas, a polícia não gostava não, meu senhor
Batuque era contra as leis de doutor 
Gente graúda e fina que não nos aceitava
Arte excluída 
Arte de gueto
Arte marginalizada 
Mas, mãe preta sabia do nosso valor
E em noites de lua cheia saldava nosso fervor 
Era samba de raiz e samba para preto se orgulhar 
E na casa de mãe baiana, o batuque tinha seu lugar 
Mas, a polícia batia 
Querendo investigar
E caçava a gente 
Para samba não sambar 
Era então quando mãe baiana protegia todos nós 
Dizia que era culto religioso
Era canto de uma só voz 
Era saudação para os orixás, seu moço 
Aqui não tem bagunça 
A polícia ia embora
Mãe preta protetora 
Salvou nossas vidas e de nossa memória 
Memória de senzala 
Memória de axé
Que deu origem ao batuque e partido alto, com as bênçãos do candomblé 
Mãe também era tia
Tia também era mãe
Todos unidos numa só família 
Em proteção de geração para geração 
Mas, o tempo passou
E o samba ganhou seu lugar 
Ah, seu moço
Como me orgulho em falar
Os ranchos viraram escolas de samba
E ganhamos as ruas para sambar
E não tinha como ter samba sem ter a mãe no altar
Nossa mãe do samba tinha que presente estar 
Juntas, eram nossas defensoras
E agora a rua era nosso lugar
Fomos aplaudidos pelo povo
E arrastamos multidões 
Nosso estandarte virou bandeira
Fundamos as agremiações
Mãe preta abençoou 
E fomos fomos desfilar 
Todos orgulhosos
O samba agora tinha seu lugar
O povo queria sambar
O tempo passou
A modernidade chegou
Mas, nunca deixamos de lembrar
Que mãe preta baiana é essência 
Cultura popular
E que uma escola sem baiana
Não pode desfilar 
Obrigado, senhor
Mãe baiana está viva
E nunca morrerá
De geração para geração elas não param de girar
E com o amor de uma grande mãe
Hoje, tem o seu lugar
A Tradição está de joelhos 
Para essa história reverenciar Tú, mãezinha, és nosso enredo
Mães do samba: nosso aplausos!
Saravá!

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