carnaval 2018

Viradouro lança CD com sambas que fizeram história na avenida

POR ALEXANDRE ALCÂNTARA

Quinzinho retornou ao palco da escola para cantar o samba que homenageou Dercy Gonçalves | Foto: Alexandre Alcântara
"Orgulho de ser comunidade" Já diz o trecho do samba da Viradouro para o carnaval 2018. E foi com muito orgulho que a comunidade da vermelha e branca, lotou a quadra da escola na tarde deste sábado, 30, para prestigiar a festa de Lançamento do CD da agremiação. 

O disco que leva o título de "Os sambas que vão tocar seu coração" faz uma releitura de obras que marcaram os carnavais da agremiação na avenida. As 13 faixas que compõem o CD, foram escolhidas pela comunidade através de votação. O presidente da vermelha e Branca, Marcelinho Calil, que assumiu a direção da escola há pouco mais de cinco meses, comentou a importância da adesão da comunidade no momento atual da escola. "A participação da comunidade é muito importante neste momento em que estamos buscando reestruturar a escola. A Viradouro é uma agremiação de comunidade, uma escola do povo. Esse CD chega como um presente, e mais um motivo para esse povo se orgulhar de ser Viradouro".

Ao lado de Marcelinho na administração da agremiação, Susie Bessil, filha do saudoso presidente de honra, José Carlos Monassa, comemorou o sucesso do evento. "Há muito tempo não se via a quadra tão cheia, tão linda como hoje. Estou realizada", comentou.

Co-produtor do CD e intérprete da Viradouro, Zé Paulo Sierra falou sobre o novo rumo que a agremiação está tomando. "A escola passou por momentos conturbados, hoje temos uma nova administração e novos projetos. São apostas novas que chegam para somar ao histórico da escola, e claro,  sem perder a identidade da agremiação. Mas a aposta principal é alimentar esse sentimento de orgulho que o torcedor da Viradouro têm", contou.

Alcione cantou o Alabê de Jerusalém ao lado do intérprete Zé Paulo Sierra | Foto: Alexandre Alcântara

O novo disco da agremiação conta com várias participações especiais, entre elas, a da cantora Alcione que marcou presença no evento. A sambista cantou "O Alabê de Jerusalém" ao lado de Zé Paulo Sierra, intérprete da agremiação. O Alabê é considerado uma das obras mais impactantes a passar na avenida na última década. "Eu já havia cantado esse samba na ópera do Altay Veloso, esse samba é lindo demais. Fiquei surpresa quando recebi a notícia de que eu cantaria essa obra no disco da escola. Confesso que estou me sentindo honrada", comentou Alcione. A cantora que tem suas raízes no carnaval, experimenta de uma longa e bonita história com a Viradouro. Mangueirense fanática, Alcione tem uma sobrinha torcedora da Viradouro. "Eu tenho um histórico com a Viradouro. Não é a primeira vez que venho à quadra. Eu também já desfilei na avenida", lembrou. "Lá em casa todo mundo é Mangueira mas a minha sobrinha é Viradouro fanática, desde os quatro anos de idade, ela acompanha os desfiles, torce, chora."

Além de Alcione o disco tem a participação dos cantores e compositores Altay Veloso e Dudu Nobre e Milton Cunha, comentarista de carnaval. A escola  não deixou de fora a voz marcante de Dominguinhos do Estácio, intérprete oficial da agremiação por 11 anos, e Quinzinho, que esteve à frente do microfone da vermelha e branca por três anos. 


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