Beija-Flor

CONFIRA A SINOPSE DA BEIJA-FLOR

Enredo: “A Virgem dos Lábios de Mel – Iracema”
Poema em prosa.
Romance, poesia, heroísmo, lirismo, história.
Vestal consagrada à luz de Tupã – o Deus Criador, Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel, inocente criatura, cujo o sorriso era mais doce que o favo da jati, nasceu no paraíso intocado, berço da terra selvagem.
Filha da floresta, mais rápida que a ema silvestre, cujos cabelos eram mais negros que as asas da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira, a sacerdotisa é símbolo da mais cândida pureza.
Em meio ao verde das matas, à natureza exuberante, sob a luz das estrelas, no meio do caminho, o esplendor do encontro da natureza com a civilização – Iracema e Martim, a flor e o espinho.
Iracema... Menina mulher, sinuosa e faceira; é ela quem atira a flecha certeira. Em seu semblante resplandece a face de uma típica nativa da América*.
Bela tal qual uma pintura, ainda casta e pura, revela quase ingênua sensualidade desnuda, desenhada nas curvas perfeitas de seus seios e quadris.
A joia do Senhor das Aldeias, guardiã do segredo da Jurema, se resguarda, se preserva, se mantém intacta, até encontrar o mais sublime amor. Então, apaixonada, enfim, se entrega. Entoam acordes dissonantes, explode a paixão pulsante. Mas registre-se: não se trata só do prazer da carne, é um momento mágico, ansiado, aguardado, desejado. Uma questão
de se perder para se encontrar...
Então, o fogo do entusiasmo acende um interesse vivo, a vontade de realizar, o ardor do querer, satisfazer de prazer. Duas raças se unem. Ele, o lenço; ela, o vento. Sedução, ternura, encanto. O despertar de ardentes desejos viris... O sangue correndo nas veias revela fertilidade. De dois, faz-se um só ser.
Tabajaras, Pitiguaras, europeus. Lanças, lástima, conflito e batalha. Pele branca e pele vermelha; terra branca, sangue vermelho... Uma mistura de tons e sons, do mel e do fel.
Essa ópera indianista de rara beleza, que se desenrola num cenário multicor, revela a semente fecunda, o milagre da vida, o nascimento de Moacir, o primeiro brasileiro mestiço.
Iracema não resiste... Mas nada de tristeza, Iracema persiste!!! Existe em cada pedacinho de terra, e nas veias de cada filho desse chão. É a história viva, signo de um povo! O Ceará sempre será Iracema!!!
E nós, somos uma legião de guerreiros da tribo Beija-Flor!!! Temos uma fé inabalável, e cremos na força de Tupã!!! Respeitamos a magia do som do trovão, o rufar dos tambores, e a marcação dos passos no chão, em perfeita sincronia, legado deixado pelos nossos ancestrais, valentes e legítimos donos da terra. Tal qual um exército defendendo o pavilhão azul e branco, iremos saudar Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel, a Lenda do Ceará!!!
(*) Iracema é um anagrama de América.
Comissão de Carnaval e Departamento de Carnaval: Laíla, Fran Sérgio, Victor Santos, André Cezari, Bianca Behrends, Cristiano Bara, Rodrigo Pacheco, Wladimir Morellembaum, Brendo, Gabriel Mello e Adriane Lins.

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2 comentários:

  1. Danilo Tussini Fernandes20 de junho de 2016 21:39

    Belo enredo.
    Espero que não enfiam Africa nesse enredo tão brasileiro.

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  2. Tem tudo pra ser um sambao,espero que nao venha mais um samba morto,tem que ser um samba que contagia e faca sambar,ancioso ja pelos sambas concorrentes

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